Khandra
Fiquei encarando o rosto de Zayd, observando como ele conseguia ser descarado a ponto de jogar nossos filhos no meio daquela situação e ainda usar a nossa história como argumento. A vontade era rir da cara dele, mas eu apenas respirei fundo e respondi com calma.
Khandra:
— Tudo bem. Eu te perdoo. Mas com uma condição.
Ele arregalou os olhos imediatamente, como se tivesse recebido uma chance divina.
Zayd:
— Fala, Khandra. Eu aceito qualquer coisa para ficar com você. O que você quiser. Eu faço. Me diz.
Khandra:
— Não é nada complicado. Nem envolve mudança de vida, nem promessas vazias.
— Se você aceitar, a gente tenta continuar como um casal. Se não aceitar, a gente se separa definitivamente.
Ele ficou em silêncio.
Khandra:
— Já deixo claro: eu fico com os nossos filhos. Você vai continuar convivendo com eles, porque eu não sou cruel.
— Mas se a gente se separar, você não vai mais inventar desculpas para justificar suas traições.
Zayd:
— Qual é a condição?
Eu sustentei o olhar