O espelho de obsidiana polida no canto do meu quarto não refletia a garota que havia deixado as vielas enlameadas de Oakhaven. A criatura que me encarava de volta pertencia a outro mundo, a uma era esquecida onde o gelo ditava as regras e o sangue escrevia as leis.
As duas criadas recuaram para as sombras perto da porta assim que terminaram de prender o último fecho do meu vestido. A peça era um deslumbre brutal. O veludo negro era tão denso que parecia absorver a luz da lareira, moldando-se pe