A pergunta de Silas pairou no ar, fria e cortante como a lâmina de uma guilhotina despencando sobre os nossos pescoços. O calor que envolvia os nossos corpos sob as peles de urso pareceu evaporar num único e brutal segundo, expulso pela magnitude do perigo que aquela simples frase invocava.
Eu olhei para os olhos acobreados dele, sentindo o meu estômago afundar num abismo sem fundo. A resposta era uma pílula de veneno que nenhum de nós queria engolir, mas que eu carregava sob a língua há dez an