Valentina
- Nem mesmo eu?
O silêncio mordeu as beiradas do escritório antes que a pergunta encontrasse o corpo dele. Dante virou a cadeira devagar, como quem gira um canhão. Os olhos cinzas estavam frios, a mandíbula travada. O Don inteiro, sem um fiapo do homem que me troca a compressa na madrugada.
- O que faz fora do quarto? - disse seco, cortante, técnico. Uma sentença, não uma pergunta.
O golpe me pegou no lugar certo. Eu tinha preparado respostas para o ciúme, para a provocação, para