Dante
- Valentina?!
Meu nome nela é munição. O dela em mim é sirene. Cruzei o quarto em dois passos e a vi caída ao lado da cama, o ombro esquerdo encostado na quina do criado, os cabelos colados na têmpora. Me ajoelhei ao lado dela, tentei chamar outra vez, mas a voz ficou presa em algum lugar entre a garganta e a culpa.
Toquei sua pele. Fogo.
- Querida, fala comigo. - A voz me traiu, rouca, quase uma prece. - Sinto muito...
As palavras saíram com dor, mas não pela dificuldade. Doeu porque eu