Acordei ainda com o zumbido nos ouvidos, gosto de sangue na boca e o corpo preso entre o banco e o cinto de segurança, procurei por Rafael primeiro e pisquei várias vezes até conseguir enxergar.
_Rafael… -murmurei, virando o rosto.
Ele estava largado no banco do motorista, com a cabeça caída para o lado, todo ensanguentado
Bati no ombro dele, com a pouca força que tinha.
_Acorda, cara… vamos, abre os olhos… -mas nada.
A cada tentativa, o desespero crescia.
Me forcei a mover o braço que ma