Respirei fundo antes de abrir a porta e a tensão logo se desfez quando vi Dona Cida, com seu sorriso doce e as mãos cheias de pacotinhos, e Milena, animada como sempre, carregando uma cesta coberta por um pano colorido.
_Boa noite, Christine! -Dona Cida saudou com sua voz calorosa como um abraço. _Passamos só para deixar umas coisinhas que preparamos pra festa da vila,Sabemos que você não é muito de participar, mas não podia ficar sem provar.
Milena entrou logo atrás, estendendo a cesta.
_Trouxemos pamonha, bolo de milho e um doce de abóbora que tá uma perdição! Se não comer, eu mesma volto amanhã pra cobrar, viu?
Não consegui segurar o riso, aquela energia simples me acalmava de uma forma que nada mais conseguia.
_Vocês são maravilhosas… obrigada por pensarem em mim. -respondi, pegando a cesta com cuidado.
_Pensar em você é fácil, minha filha. -Dona Cida acariciou meu braço, com aquele olhar que sempre parecia enxergar mais fundo. _Você já tem muita coisa pra carregar... Aqui n