Algo estalou sob meu pé.
Olhei para baixo e encontrei a fotografia emoldurada caída no chão. Agachei-me para pegá-la e percebi, com certa surpresa, que uma das bordas da moldura havia rachado. O vidro, porém, continuava intacto, apesar de todas as quedas que sofrera.
Passei os dedos sobre a imagem.
Os dois garotos da fotografia sorriam para a câmera, jovens demais para conhecer o peso que o futuro lhes reservaria. Havia vida em seus olhos. Havia afeto.
Nenhum sinal da raiva, da desconfiança ou