Era véspera de ano novo, Laura empurrava a cadeira de rodas do pai pelo amplo jardim da clínica, apreciando o suave reflexo da luz do entardecer. Ele parecia calmo, mesmo que sempre carregasse um olhar distante, típico de quem luta para se ancorar no agora.
Ao redor, pacientes e familiares estavam reunidos, sentados nos bancos ou sob a sombra das árvores. Havia uma alegria contida no ar, uma mistura de festa e saudade. As vozes dos enfermeiros e cuidadores se entrelaçavam com risadas, cumprimen