GISELE NARRANDO:
Ele, sempre cavalheiro, abriu a porta para mim, o que atraiu ainda mais olhares. Ele cumprimentou os curiosos com um aceno antes de entrar no carro e começar a dirigir.
— Ela parece ser uma mulher muito boa — ele comentou, referindo-se à Dona Sueli.
— Ela é, sim. Sempre me ajuda muito. Fica acordada até tarde esperando o filho dela chegar do trabalho, então cuida do Rodriguinho para mim sem problemas — respondi.
Rodrigo assentiu, pensativo. Depois de um tempo, ele estendeu a mão.
— Me dá seu celular.
Eu hesitei por um segundo, mas entreguei o aparelho surrado. Ele digitou rapidamente enquanto dirigia e fez uma ligação para si mesmo, salvando o meu número.
— Agora você pode me ligar direto se precisar de qualquer coisa.
— Obrigada — respondi, ainda tentando processar tudo.
Ele parou o carro um pouco antes do bar, virando-se para me olhar de frente.
— Gisele, eu quero recuperar o tempo que perdi. Quero estar presente na vida do Rodriguinho, acompanhar tudo. E, a par