Juliana Bezerra
Os dias tinham seguido calmos demais.
Trabalho, silêncio, pequenas rotinas que me faziam acreditar que tudo estava, finalmente, no lugar.
Eu estava na mansão, sozinha naquele momento, organizando algumas coisas na sala, quando meu celular vibrou sobre a mesa.
Número desconhecido.
Atendi sem pensar muito.
— Alô?
Silêncio.
Franzi a testa, afastando o aparelho do ouvido por um segundo. A ligação ainda estava ativa.
— Alô? repeti.
Nada.
A chamada caiu.
Fiquei olhando para a tela p