Juliana Bezerra
Minhas pernas ainda tremiam quando ele desligou o chuveiro. O silêncio que se instalou foi preenchido apenas pela nossa respiração ofegante. Eu me sentia leve, como se o peso de todos os meus medos tivesse escorrido pelo ralo junto com a água.
— Vem, deixa eu te secar o Leo falou, a voz agora suave, sem aquele tom de comando de minutos atrás.
Ele pegou uma toalha felpuda e branca, e começou a passá-la pelo meu corpo com uma delicadeza que me deu vontade de chorar. Não de tris