Lia Perroni
Voltei para casa com a sensação de ter sido esvaziada. A frustração por não conseguir me reaproximar de Esmel pesava em cada passo. Abri a porta e encontrei Luz na cozinha, concentrada em bater algo em uma tigela. Deixei a bolsa no sofá e fui até ela.
— E aí, como foi com a Esmel? — ela perguntou, sem tirar os olhos da tigela.
Respirei fundo, um suspiro pesado que carregava toda a minha angústia.
— Não foi, Luz. Ela não quer nem saber de mim. Eu me sinto a pior mãe do mundo