François
O cheiro de sangue seco impregnava as paredes de pedra do calabouço. Havia umidade descendo pelas juntas das pedras, formando trilhas tortuosas como lágrimas antigas.
A cela diante de mim permanecia escura, exceto pelo facho estreito de luz que atravessava a grade da pequena janela no alto, tocando o rosto desfigurado de Mercedes. Ela estava jogada no chão frio, os cabelos emaranhados, empapados de sangue, a respiração fraca, mas viva. Viva... por enquanto.
Meus punhos se cerraram.
Qu