Ravena
Desperto num grito mudo, como se minha voz tivesse sido arrancada junto com o fôlego. Estou de volta presa no caixão de metal, frio e opressor, onde o eco da minha própria dor reverbera sem trégua.
Sinto o contorno rígido ao redor do meu corpo encolhido, e cada centímetro desse invólucro simboliza o eco daquele martírio que me trouxe de volta a este cárcere infernal.
Algo dentro de mim se rompe. Ouço, em camadas sobrepostas, o sofrimento dos meus filhotes, cada sentimento mudo de agoni