Nathaniel
A dor de alguém que amamos tem cheiro. É um odor metálico e úmido, como o de sangue fresco misturado ao perfume das coisas que não deveriam acontecer.
Estou folheando um tomo antigo sobre maldições lunares quando a porta da biblioteca é arrombada com brutalidade. Nem tenho tempo de me levantar. É ela.
— Prya?
A mulher que entra não é a mesma que deixei horas atrás em sua cama. Seus cabelos antes trançados agora estão soltos, emaranhados como os de uma fera em fuga. Os olhos selvagens,