A primeira coisa que me engole é o silêncio dentro da minha própria cabeça. Não é ausência de som porque tem som demais ao redor, mas uma espécie de vazio sufocante, como se o meu corpo tivesse entendido antes de mim que entrar em pânico agora não ia ajudar em nada. Eu estou com os olhos vendados, um pano áspero pressionando minha boca, prendendo qualquer som que tente sair, e cordas apertando meus pulsos e tornozelos com força suficiente para arder. Cada movimento mínimo faz a pele reclamar