A venda volta antes mesmo de eu conseguir reagir. O pano é pressionado contra meus olhos com força, apertado atrás da minha cabeça, mergulhando tudo de novo naquela escuridão sufocante que já começa a parecer familiar. Sinto mãos me puxando, me arrastando sem qualquer cuidado, meus pés tropeçando no próprio peso enquanto tento acompanhar o ritmo deles para não cair de cara no chão.
Eu tento falar, tento perguntar, tento implorar, mas o pano na minha boca transforma tudo em sons inúteis, aba