As horas passam de um jeito estranho, como se o tempo tivesse perdido o ritmo normal e estivesse se arrastando de propósito, só para me torturar um pouco mais. Eu não sei exatamente quanto tempo fico naquele quarto, mas sei que em algum momento alguém entra sem dizer uma única palavra, deixa comida, observa de longe, como se eu fosse um objeto que não pode ser tocado, e sai do mesmo jeito silencioso.
Eu como. Nem é porque quero, mas porque preciso. Preciso me manter forte, me manter em pé.