• Marcelo •
Acordo devagar, como se estivesse emergindo de um lugar onde tudo finalmente fez sentido por algumas horas. O primeiro impulso é abrir os olhos e confirmar se não foi coisa da minha cabeça, se não foi só mais uma daquelas noites em que a saudade inventa cenas para aliviar o peso do que falta. Mas não é. Marília está ali, deitada ao meu lado, o corpo parcialmente coberto pelo lençol, a respiração tranquila, o rosto relaxado de um jeito que eu não via há muito tempo. Eu fico olha