Quando entro na casa, a primeira coisa que sinto é o silêncio diferente da mansão depois de um dia cheio. Não é um silêncio vazio, é aquele que vem depois de muita vida acontecendo. Ainda dá para ouvir o eco distante de vozes, passos, portas abrindo e fechando.
Eu fecho a porta devagar atrás de mim e paro por alguns segundos no hall, respirando fundo. Minha cabeça parece pesada, cheia demais. As palavras de Cristina ainda ecoam dentro de mim como ondas batendo em pedra: nossa mãe… doente… o