Os meninos se sentaram à mesa como dois passarinhos inquietos, e eu fiquei de pé ao lado da Janete, que ia e voltava da cozinha trazendo travessas cheirosas. Marcelo me olhava de um jeito que eu não conseguia imaginar o que ele estaria pensando, como se estivesse me lendo por dentro enquanto fingia prestar atenção no prato.
— Pode descansar enquanto eles comem — ele disse de repente, me tirando do devaneio.
Janete virou o rosto na mesma hora para mim, surpresa, mas não comentou nada.
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