Continuei ligando para a dona Severina como quem rega uma planta seca todo dia na esperança de ver brotar alguma coisa. Às vezes ela atendia com a voz cansada, dizia que não tinha novidade, que meu pai ainda rondava a vila feito bicho acuado. Outras vezes o telefone só chamava, e eu ficava olhando o aparelho como se ele tivesse alguma culpa de tudo aquilo.
Enquanto isso, os gêmeos pareciam ter acordado para uma missão secreta: me enlouquecer. A primeira foi a piscina. Eu estava distraída,