Os garotos estavam distraídos com suas brincadeiras. Eu desci as escadas e me afastei da casa. Assim que senti uma distância segura, atendi o celular.
— Alô?
Silêncio, nenhuma resposta.
— Quem é? Pode dizer alguma coisa?
Nada. Só um ruído distante, como vento atravessando microfone.
— Tina? É você?
Então, a ligação caiu.
Fiquei olhando para a tela apagada, o coração acelerando sem motivo claro. Quem mais ligaria para mim? Ninguém ali sabia meu número. Ou sabia? Um arrepio subi