Ellie
Passei pela porta da frente carregando duas sacolas plásticas. O barulho delas ecoou alto demais na quietude sufocante daquele lugar. Um cheiro rançoso de álcool envelhecido e comida estragada me deu boas-vindas como sempre. Coloquei as sacolas em cima da mesa da cozinha, sem me importar se alguma delas escorria gordura ou se estava furada. A fome que eu sentia já não era mais física.
Me virei lentamente, os olhos já encontrando o mesmo cenário de sempre: ela, afundada na poltrona da bebe