Lauren
A mansão estava silenciosa. Um silêncio estranho, quase sagrado. Daqueles que não se ouve nem o tic-tac de um relógio porque até o tempo parece respeitar o que acabou de acontecer.
Meus passos ecoavam suavemente pelo corredor de mármore. Caminhei até o andar de cima, me encostando no corrimão, observando a sala abaixo, onde tudo tinha acontecido horas atrás. A lareira ainda queimava fraca, como se fosse o último sopro de algo que estava prestes a apagar.
Na ala leste da casa, a porta do