Enrico Narrando
Faz duas semanas. Quatorze dias. Trezentos e trinta e seis horas sem vê-la. Sem sentir seu cheiro, sem tocar sua pele, sem ouvir sua risada de perto. E, mesmo falando com ela todos os dias por mensagem, a falta me consome. O vazio que se instalou em mim parece aumentar a cada segundo. É um peso constante no peito, um nó na garganta que nunca desfaz.
Não tenho vontade de nada. O trabalho, que antes me mantinha focado e determinado, agora não passa de uma obrigação que arrasto pe