— Ela está dormindo desde que você chegou? — me pergunta sorrindo simpático.
Como se esperasse que eu respondesse com amabilidade. Como se nada tivesse acontecido e ele não fosse um idiota.
— Um plano de seguro? Com isso você vai comprá-los? E onde vai morar esta família? — reclamo em voz baixa para que os irmãos não me escutem.
O sorriso dele desaparece, fica sério lembrando onde estamos. Ajeita seu paletó.
— A atenção médica é uma prioridade para esta família, estou oferecendo isso a eles.
— Uma propriedade em nome deles é por onde precisam começar.
— É discutível. Eles são os que decidirão — diz ele.
— Sim, porque se decidirem ir comigo, você vai deixá-los me vender — respondo mal-humorada.
Jaime e José voltam.
— Precisamos de mais tempo para discutir sobre o que faremos — oferece Jaime.
Com isso, nos resta dar-lhes tempo, apertamos as mãos como despedida, e mais uma vez tenho que compartilhar espaço com Lorenzo. Neste elevador que não para de sacudir e fazer sons aterrorizantes. Ne