Sofia Bragança
Depois da conversa com Bruno, deixei minha mãe na sala, concentrada nos vídeos da doutora Sarah. Ela parecia animada, determinada. Fiquei feliz por vê-la assim, mas meu coração... estava longe de tranquilo.
Fui até o quarto da Bruna. Ela tinha acabado de tomar a mamadeira e dormia profundamente, com as mãozinhas fechadas e os cílios longos descansando sobre as bochechas rosadas. Ajeitei o cobertor sobre ela e comecei a separar suas roupinhas para lavar.
Enquanto dobrava os pequenos macacões e organizava os sapatinhos, minha mente não parava.
Eu sou só a babá.
Uma moça simples, criada por uma mãe solo e um avô que fez o papel de pai. Nunca conheci o meu. Cresci ouvindo minha mãe dizer que a vida era dura, mas que a gente era mais forte. E eu acreditei. Aprendi a não esperar muito. A não sonhar alto demais.
E agora... agora estou aqui, no meio de uma casa que não é minha, cuidando de uma criança que não é minha e com o coração preso a um homem que... também não é me