AMANDA
Meu coração parecia querer escapar pela garganta.
Eu mal conseguia prender o cinto de segurança.
As mãos tremiam tanto que precisei tentar duas vezes.
Caio percebeu.
Sem dizer nada, inclinou-se na minha direção.
— Posso?
Assenti.
Ele puxou o cinto com cuidado e o encaixou no fecho antes de fechar a porta do carro.
Um gesto simples.
Mas feito com tanta delicadeza que meus olhos arderam.
Ele deu a volta pelo capô, entrou no banco do motorista e ligou o carro.
— Para onde?
Respirei fundo.
—