CAIO
Passei o resto do dia com a frase dela martelando na minha cabeça.
"Quem sabe um dia."
Não era um "não".
Também não era um "sim".
Era apenas mais uma porta entreaberta.
E, de algum jeito, eu tinha aprendido a comemorar pequenas vitórias quando o assunto era Amanda Duarte.
Há algumas semanas, ela mal conseguia permanecer sozinha comigo por mais de cinco minutos.
Agora almoçávamos juntos.
Conversávamos sem a desculpa da fisioterapia.
Ela sorria mais.
Fazia piadas.
Até me provocava de volta.