Fiquei olhando para ela alguns segundos a mais do que o necessário, tentando reconciliar aquela imagem com a mulher que eu vira na mansão — sempre impecável, sempre distante, sempre intocável.
Aquilo não encaixava. Nada daquilo fazia sentido.
— Eu não vou aceitar esse dinheiro — disse finalmente, com mais firmeza do que esperava.
Os dedos dela se tensaram ligeiramente sobre a borda da bolsa.
— Você deveria pensar melhor.
— Não — respondi, balançando a cabeça. — Não entendo por que a