(Narrado por Clara)
Meu pai não disse mais nada.
Durante alguns segundos, pensei que talvez as minhas palavras tivessem conseguido atravessar a fúria que o consumia, que o revólver em sua mão fosse apenas uma reação momentânea ao choque e que, a qualquer momento, ele o deixaria sobre a mesa.
Mas ele não o fez.
Seu peito subia e descia com respirações profundas, sua mandíbula estava tão tensa que parecia feita de pedra e seus olhos não se desviavam de mim, como se tentasse entender em que m