O revólver continuava apontado diretamente para o peito de Adrián, enquanto a tensão preenchia cada canto da sala. Meu pai estava de pé em frente à enorme escrivaninha de madeira escura, com o corpo rígido e a respiração pesada, como se toda a raiva que carregava dentro de si tivesse tomado forma naquele momento. Suas mãos, calejadas por anos de trabalho, sustentavam a arma com uma firmeza que me gelava o sangue, e seus olhos estavam cravados em Adrián com uma intensidade que tornava impossíve