Clarice
O silêncio que ficou depois da poeira baixar era pesado, quase físico. A fazenda parecia ter prendido a respiração comigo. Os pássaros demoraram a retomar o canto, o vento passou devagar entre as árvores, como se tudo aguardasse minha reação final.
John fechou a porteira com um estalo seco. O som ecoou pelo campo como um ponto final — não definitivo, mas necessário.
— Ele não volta hoje — disse, sem me olhar de imediato. A voz era firme, mas havia algo ali que soava como um aviso. —