A manhã estava ensolarada, mas o vento fresco de São Paulo ainda carregava aquele cheiro úmido de concreto molhado. Eu puxei a alça da bolsa mais para cima no ombro enquanto saía da clínica de fisioterapia, tentando ignorar a leve dor que insistia em latejar na base da minha coluna. Era uma daquelas coisas que eu tinha aprendido a conviver, mesmo sabendo que não deveria.
O fisioterapeuta foi paciente, como sempre, me incentivando a continuar o tratamento com a mesma disciplina. Matteo insistia