Elena
O café queimava minha garganta, mas eu mantinha o sorriso no rosto. Um sorriso treinado, estudado, capaz de confundir santos e demônios.
Vincent Mangano. O nome que ecoava nas reuniões silenciosas da nossa família, no meio dos destroços deixados pela queda de Giulietta. Ele era o responsável . E agora estava ali, diante de mim, respirando o mesmo ar que um dia tirou de tantos dos meus. “Não mostre medo”, eu repetia como um mantra mentalmente.
Quando ele me encarou, tão frio e atento, per