Anneliese
O nome do meu avô caiu como um soco seco no meio do peito.
Leonel Baumann.
A última pessoa no mundo que eu queria decepcionar e, ironicamente, a que eu mais vinha decepcionando nos últimos anos. Ele me criou como uma princesa, mas eu virei o furacão que bagunça tudo por onde passa.
— Ele está bem? — perguntei, engolindo em seco, ainda coberta só pelo lençol da cama de hotel em Barcelona.
Ettore me olhou com aquele ar de quem já estava cansado de fazer papel de babá.
— Não dorme há doi