56. Alice Benette
Acordar na cama de Marco é como emergir de um sonho longo e bom – aquele tipo de sonho que a gente tenta agarrar ao abrir os olhos, mas os fios escapam pelos dedos como fumaça.
O quarto está claro demais.
A luz do Texas entra pelas frestas da cortina, grossa e dourada, e por um momento eu nem sei que horas são, nem sei direito onde estou. Apenas sinto o peso do braço dele sobre minha cintura, o calor do corpo dele contra minhas costas, a respiração lenta e profunda de quem ainda dorme.
Ontem ac