5. Alice Benette
Eu não deveria estar tão nervosa para algo tão simples quanto… chegar.Mas a verdade é que meu corpo ainda lidava com os resquícios de adrenalina do pneu furado, do GPS possuído e, claro, do encontro com o homem mais rabugento — e perigosamente bonito — que eu já tive o desprazer de conhecer.E que, aparentemente, também era meu chefe.Ótimo começo, Alice. Realmente promissor.Ainda assim, ao entrar na recepção iluminada por luzinhas de Natal, finalmente respirei um ar que não cheirava a desespero. Cheirava a canela, biscoitos recém-assados e madeira aquecida. O calor suave do ambiente parecia dissolver, pouco a pouco, a tensão que ainda habitava meus ombros.Rosa me lançou um sorriso tão acolhedor que tive a estranha sensação de estar reencontrando alguém da família, dessas pessoas que seguram sua mão e dizem, sem precisar falar, que você pode descansar.— Venha, querida — disse, contornando o balcão. — Vamos ajeitar sua chegada direitinho.Aproximei-me, sentindo meu corpo relaxar pe
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