Enquanto observava Amara adormecer, com o leve gosto daquele beijo ainda nos lábios, Pitter deixou que seus pensamentos escapassem em sussurros quase inaudíveis, como se o próprio quarto fosse seu confidente.
— Amara… o que devo fazer? — murmurou, a voz embargada. — Eu não sou tão bom quanto você acredita.
Fechou os olhos por um instante e respirou fundo antes de continuar.
— Às vezes, fico assustado com o quanto você confia em mim… E se um dia descobrir que eu não sou o homem que imagina? Vai