Théo amava o silêncio. Era como se o silêncio falasse a sua língua.
Todas as noites, logo após o jantar, ele se retirava para seu quarto, e todo o restante da casa parecia obedecer a um ritual sagrado: os passos diminuíam, as vozes se calavam, e os funcionários desapareciam como sombras respeitosas.
Qualquer ruído fora do comum irritava o menino — às vezes, o deixava fora de controle.
Ele precisava do silêncio como outros precisam de ar.
Uma vez, Madame Kléo, preocupada por ele estar comendo po