No quarto da sua residência, Amara segurava o celular com as duas mãos. Seus olhos estavam fixos na tela, onde o nome de Théo piscava suavemente, como se chamasse por ela. Havia prometido ligar — e ele estava esperando.
Ainda assim, hesitou.
Respirou fundo. Não era só uma ligação. Era um passo contra tudo o que vinha evitando nos últimos cinco anos.
Desde a perda que marcara sua alma, falar com crianças fazia seu peito doer. Era como revisitar um quarto vazio, ecoando lembranças do que nunca che