Lorenzo Narrando… (continuação)
Saí da sala sem olhar pra trás. O som das vozes abafadas foi ficando distante conforme eu atravessava o corredor principal da V-Tech. Meus passos ecoavam no mármore, cada um medido, controlado. Por dentro, porém, a fúria ardia. Eu não suportava a ousadia dele. A maneira como Grégory me desafiava, me deixava puto.
Entrei na minha sala, fechei a porta e soltei o ar com força. O reflexo no vidro mostrava meu próprio rosto — frio, mas com o olhar pesado. Peguei o