Lorenzo narrando…
O silêncio da sala voltou a girar em torno de mim como um anel de aço. Ainda podia sentir o impacto da porta batendo reverberar no peito, como se fosse um cronômetro marcando meu pulso. Instabilidade. Eu não tolero. A ousadia de Grégory ainda latejava na minha mandíbula, um incômodo fino, metálico, como o gosto de sangue depois de morder o próprio orgulho. Ele cruzou a linha, e quem cruza a linha aprende na marra. Aprenderá que a V-Tech não é laboratório de vaidades pessoais, muito menos trampolim para estrelismo de funcionário protegido por sobrenome alheio. Aqui, a hierarquia é a espinha dorsal. Sem ela, tudo se curva e desaba.
Penso no Aegis. Tecnicamente sedutor, sim. Um passo ambicioso, com arestas cortantes demais para quem não tem mãos firmes. O tipo de projeto que pede redundâncias invisíveis, camadas de segurança, simulações de estresse que não cabem num slide brilhante. O brilho impressiona o auditório, mas é o subsolo que mantém o prédio em pé. E no su