Capítulo 152 — Eu não o escondi por maldade. Nunca foi isso.
Helena Narrando…
A porta se fechou atrás dele com um som seco, definitivo. O eco ainda vibrava no ar quando minhas pernas finalmente cederam. Não cheguei a cair — apenas recuei alguns passos até minhas costas encontrarem a parede fria da sala da pediatra. Apoiei a cabeça ali, sentindo o contato gelado atravessar a pele como se fosse uma punição merecida.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Minhas mãos tremiam. Não de frio, mas de um acúmulo brutal de emoções que eu não conseguia mais con