Capítulo 150 — Não... não pode ser..
Helena Narrando…
Desde o instante em que desliguei o telefone, tudo dentro de mim se reorganizou em torno de um único eixo: Antony. O mundo, com todas as suas exigências, tensões e sutilezas, perdeu relevância imediata. Restou apenas aquela sensação crua, visceral, de que algo estava errado — e de que a distância entre nós era grande demais para ser suportada com lucidez.
A febre alta não saía da minha cabeça. O tom contido da pediatra, profissional demais para ser tranquilizador, ainda reverbe