POV — Isabel
Isabel só percebeu que estava tremendo quando fechou a porta de casa.
Encostou-se nela por alguns segundos, os olhos fechados, a respiração curta. Não era medo puro. Era algo mais complexo, mais difícil de nomear. Um misto de exaustão, alerta e uma raiva silenciosa que se recusava a explodir.
Ela havia sobrevivido ao encontro.
Mas não saíra ilesa.
Caminhou até o quarto e sentou-se na beira da cama, as mãos pousadas no ventre. O bebê se mexeu, suave, quase como um lembrete de presença.
— Está tudo bem — murmurou, sem saber se falava para si ou para ele.
Não estava, mas precisava parecer.
O rosto de Dante insistia em voltar à sua mente. Não como ameaça explícita, mas como um peso novo. Ele não gritara. Não exigira. Não tentara comprar espaço. E, paradoxalmente, isso a deixara ainda mais desconfortável.
Homens perigosos eram fáceis de identificar.
Homens cont