Depois, o tempo voltou diferente.
Estávamos lado a lado na cama. Não encaixados, não fundidos, apenas presentes. A proximidade não exigia explicação, nada além. O quarto ainda guardava o silêncio morno do que tinha acabado de acontecer, aquele intervalo em que o corpo desacelera antes do pensamento. Do lado de fora, a cidade seguia seu curso indiferente, fiel à própria lógica: nada para, mesmo quando algo essencial muda.
Foi Constantino quem falou primeiro.
— Eles vão sentir que fizemos uma ali