O escritório não ficava na Faria Lima visível, aquela em que os prédios que competem por atenção e também dos restaurantes onde todos querem ser vistos frequentando. Ficava num recuo estratégico, alguns quarteirões afastados, alto o bastante para enxergar a cidade em amplitude, discreto o suficiente para não virar vitrine. Vidros amplos, mas tratados. Madeira escura. Poucos objetos. Nada ali era decorativo. Tudo tinha função, inclusive a calmaria que precedia o caos.
Percebi isso no instante em